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O secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, participa, nesta quarta-feira (21/06), de debate sobre “A inteligência na Gestão das Águas”. O debate integra a programação do seminário “Água Innovation”, que acontece até a quinta-feira (22/06), no Centro de Eventos do Ceará.

O evento, que tem início previsto para as 14 horas, tem por objetivo principal discutir alternativas de abastecimento, redução de consumo e soluções para a segurança hídrica do Ceará. O acesso é gratuito.

Também serão debatidos temas como a “Gestão de Crise na Água nas Cidades”, “São Francisco – Gestão e Impactos Econômicos e Sociais”, e “Pensando o Futuro da Águas no Ceará”. Nomes como Joaquim Gondim (ANA), Jerson Kelman (Sabesp), Kênia Régia Anasenko Marcelino (Codevasf) e Eudoro Santana (Pacto das Águas) estão confirmados nos debates.

O seminário é promovido e realizado pelo Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon) e O POVO, e conta com o apoio do Ministério da Integração, Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Federação das Associações do Comércio, Indústria, Serviços e Agropecuária do Ceará (Facic) e Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE).

Confira a programação:

 

O secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, participa, nesta quarta-feira (21/06), de debate sobre “A inteligência na Gestão das Águas”. O debate integra a programação do seminário “Água Innovation”, que acontece até a quinta-feira (22/06), no Centro de Eventos do Ceará.

O evento, que tem início previsto para as 14 horas, tem por objetivo principal discutir alternativas de abastecimento, redução de consumo e soluções para a segurança hídrica do Ceará. O acesso é gratuito.

Também serão debatidos temas como a “Gestão de Crise na Água nas Cidades”, “São Francisco – Gestão e Impactos Econômicos e Sociais”, e “Pensando o Futuro da Águas no Ceará”. Nomes como Joaquim Gondim (ANA), Jerson Kelman (Sabesp), Kênia Régia Anasenko Marcelino (Codevasf) e Eudoro Santana (Pacto das Águas) estão confirmados nos debates.

O seminário é promovido e realizado pelo Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon) e O POVO, e conta com o apoio do Ministério da Integração, Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Federação das Associações do Comércio, Indústria, Serviços e Agropecuária do Ceará (Facic) e Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE).

Saiba mais:

Programação dia 21

13h - Credenciamento

14h _às 14h30min -Solenidade de abertura

15h30min às 16h40min - Inteligência na gestão das águas

16h41 - Intervalo

17h05min - 18h30min -Gestão de crise de água nas cidades

18h30min ás 19 - A saúde da água que você bebe

 

O governador Camilo Santana apresentou nesta terça-feira (13), em Brasília, a situação hídrica do Ceará à presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia. O tema central do encontro, que contou com a presença dos governadores Ricardo Coutinho (PB) e Robinson Faria (RN), do presidente do Senado, Eunício Oliveira, e do ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, foi a retomada das obras do eixo norte da Transposição do São Francisco.

 

A decisão da presidente do STF deve ser tomada até a próxima semana. "Apresentamos a situação hídrica dos estados da região, em especial a do Ceará, e solicitamos que a ministra Carmen Lúcia olhasse com muito carinho para essa importante obra, que é a transposição. A presidenta do STF se comprometeu a tomar uma decisão até a próxima semana. É fundamental que a obra seja retomada o mais rápido possível", citou o governador Camilo Santana, que estava acompanhado do secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira.

 

Cinturão das Águas

No último sábado, o governador participou, em Missão Velha, da solenidade de conclusão da obra do túnel Veneza, o maior equipamento - 2.322,36 metros - do Cinturão das Águas do Ceará. O CAC vai receber as águas da Transposição do São Francisco e será responsável por abastecer diversas regiões do estado, incluindo a Região Metropolitana de Fortaleza. "É a segurança de que nosso estado não sofra com o desabastecimento", afirmou Camilo Santana.

 

Segurança hídrica 

O Governo do Ceará investiu, desde 2015, recursos da ordem de R$ 400 milhões na área de recursos hídricos. Foram perfurados mais de três mil poços, mais de 340 km de adutoras de norte a sul do Ceará, foram instalados mais de 550 chafarizes, 191 sistemas de dessalinização de água e mais 222 sistemas de dessalinização do Programa Água Doce.

 

13.06.2017

Foto: Ascom / Governo do Ceará

Thiago Cafardo
Porta-voz do governador 

O governador Camilo Santana participou da solenidade na manhã deste sábado (10)


Uma das principais obras para aumentar a garantia do abastecimento de água na Região do Cariri e para tornar mais eficiente a condução das vazões para 3,5 milhões de habitantes da Região Metropolitana de Fortaleza, o Cinturão das Águas deu grande passo na manhã deste sábado (10). O governador Camilo Santana participou, no município de Missão Velha, da solenidade de conclusão da obra do túnel Veneza, o maior do equipamento, com 2.322,36 metros de comprimento.

NIU6380 webO chefe do Executivo, que acendeu o dispositivo que implodiu a divisória entre os dois trechos do túnel, destacou o empenho do Governo do Ceará em tocar a obra. "A partir do ano passado conseguimos retomar as obras, priorizando por trecho, começando por onde vai recebe a água, na barragem de Jati que vai até Nova Olinda. O primeiro lote vamos concluir ainda este ano, já estamos trabalhando no segundo e no terceiro. A ideia da empresa é entregar todos os túneis prontos até o meio do ano que vem. É uma obra em que está sendo gasto entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões por mês, com repasse da União, que recentemente nos cedeu mais R$ 60 milhões. Estamos empenhados em cada vez mais dar um ritmo mais rápido para essa obra hídrica, que vai beneficiar não só a região do Cariri, mas também a região Metropolitana de Fortaleza".

NIU6616 webO túnel Veneza faz parte do Trecho I, no Lote 5 do Cinturão das Águas do Ceará (CEC). Durante o evento, as duas frentes de serviço, que vinham escavando o túnel em lados opostos, se encontraram, marcando a conclusão do trecho mais longo da obra para a passagem das águas. Ao final de mais esta etapa, já são 53 km de obra concluídos, que vão permitir a entrada das águas do rio São Francisco para, através do Riacho Seco, chegar ao açude Castanhão com maior eficiência.

O Lote 5 da obra é composto por nove túneis e por canais, com cerca de 6 km de extensão e previsão de conclusão para dezembro de 2017. Os túneis são: Sitio Alto 1 (463,37 m), Sitio Alto 2 (583,70m), Veneza (2.322,36m), Cabaceira (210,00 m), Arajara (349,00m), Boa Vista (370,70 m), Cruzeiro (412,00m), Pai Mané (284,00m) e Carnaúba (290,00m), perfazendo uma extensão total de 5,99 km.

O secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, destacou a necessidade de obras de grande porte para a convivência com a seca. "Infelizmente a chuva caiu de forma irregular, mais na região Centro-Norte e menos para o Sul do Ceará. Os maiores açudes, Orós, Castanhão, Banabuiú, não tiveram recarga significativa. O sistema metropolitana aumentou de 14% para 49%, garantindo o abastecimento até o segundo semestre de 2018 na Região Metropolitana. Mas a situação é crítica ainda. Sobre a transposição das águas do Rio São Francisco, esperamos que a União consiga desembaraçar a NIU6313 2 webquestão judicial nos próximos dias. O governador Camilo Santana não está poupando esforços, convocando os outros governadores do Nordeste para cobrar celeridade. Também para isso estamos trabalhando no Cinturão das Águas, para receber esse abastecimento".

Também estiveram presentes na solenidade o secretário-adjunto da Casa Civil, Quintino Vieira; o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque; o deputado federal Leônidas Cristino; o deputado estadual Santana; entre outros.


Cinturão das Águas do Ceará

O Cinturão das Águas vai permitir a transferência de vazões excedentes da transposição do Rio São Francisco não apenas para o Açude Castanhão, mas também para o Açude Orós, incrementar a garantia do suprimento de água para irrigação, ensejando a exploração de 10.200 hectares, propiciar o uso sustentável da água subterrânea do maior aquífero do Ceará. 

O Trecho I, com extensão de quase 150 quilômetros, vai beneficiar mais de um milhão de pessoas, atendendo diretamente às cidades de Jati, Brejo Santo, Porteiras, Abaiara, Missão Velha, Barbalha, Crato, Nova Olinda, Milagres, Farias Brito, Lavras da Mangabeira, Iguatu, Icó, Orós, Mauriti, Aurora, Cariús e Quixelô.


Segurança hídrica

O Governo do Ceará investiu, desde 2015, recursos da ordem de R$ 400 milhões na área de recursos hídricos. Foram perfurados mais de três mil poços, mais de 340km de adutoras de norte a sul do Ceará, foram instalados mais de 550 chafarizes, 191 sistemas de dessalinização de água e mais 222 sistemas de dessalinização do Programa Água Doce. 

10.06.2017

Fotos: Nívia Uchôa / Governo do Ceará

Thiago Sampaio
Repórter / Célula de Reportagem

O Governo do Ceará autorizou a perfuração de novos poços nos municípios de Campos Sales, Salitre e Araripe (foto), na Região do Cariri Oeste, para garantir o abastecimento d’água desses municípios. "O governador Camilo Santana entende a urgência da população diante da escassez de recursos hídricos e por isso liberou recursos para amenizar a situação desses municípios, através da perfuração de novos poços de alta profundidade pela equipe da Cogerh", explicou o chefe do gabinete do governador Élcio Batista. A decisão foi anunciada durante a reunião do grupo de contingência da seca, que acontece semanalmente no Palácio da Abolição. 

As obras serão executadas pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) e devem representar um investimento de cerca de R$ 3 milhões, com recursos próprios da Companhia. Além disso, será feita a limpeza do poço profundo conhecido como PP5, localizado em Araripe, e a construção de mais um novo poço de grande profundidade.

Segundo o presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, já está em andamento o trabalho de perfuração de poços nos três municípios. “Tomamos a decisão de fazer também a limpeza dos poços profundos já existentes depois de um estudo detalhado da situação atual”, afirmou.

 

 A Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará (SRH) recebe, às 8h30 desta terça-feira (09/05), a Segunda Reunião Ordinária de 2017 do Comitê Gestor do Selo Município Verde.

Dentre os pontos de pauta, destaca-se a Apresentação dos Itens do Formulário de Avaliação 2018 revisados pela Comissão Técnica do Programa.

 

O SELO - Trata-se é um programa de Certificação Ambiental pública, instituído pela Lei Estadual nº13.304/03 e regulamentado pelos Decretos nº 27.073/03 e nº 27.074/03.

 

Nos termos da Lei Estadual Nº 13.304, de 19 de maio de 2003, o Selo Município Verde é o distintivo que identifica os municípios cearenses que desenvolvem ações protetivas do meio ambiente com melhores resultados possíveis na salvaguarda ambiental.

 

O objetivo do Programa é incentivar as municipalidades a implementarem políticas ambientais necessárias a proteção do meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, dentro de um padrão de qualidade ambiental.

Coordenador nacional do PAD aponta o Ceará como modelo a ser seguido

“Ter o apoio, a compreensão institucional de que determinada tecnologia pode vir a contribuir para resolver um problema de saúde pública e melhorar a qualidade de vida das pessoas das comunidades mais carentes do interior é fundamental. E isso se encontrou aqui no Ceará”. Essa foi a justificativa apontada pelo coordenador nacional do Programa Água Doce (PAD), Renato Saraiva, para o bom desempenho do programa que leva água de qualidade até comunidades difusas, de baixo Índice de Desenvolvimento Humano e altos índices de mortalidade infantil. “Tanto que, das 450 obras entregues até o momento em todo o Nordeste, mais de 200 foram aqui no Ceará”, complementa.

O diagnóstico feito por Saraiva foi anunciado na manhã desta sexta-feira (7), durante o V Encontro Estadual do Programa Água Doce (PAD). O evento, que aconteceu no Espaço das Águas (auditório da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos – Cogerh) reuniu, além dos técnicos do PAD, representantes de prefeituras e de comunidades beneficiadas programa.  Ainda segundo o coordenador do PAD, o programa tem por meta atender a 1.345 comunidades em todo o Nordeste, e mais a parte Norte de Minas, também incluída no chamado Polígono das Secas.

Para o secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, o êxito do Água Doce é o envolvimento de vários entes: governos federal, estaduais e municipais, e as comunidades. “Eu diria que dentro desse diferencial de envolver vários atores, merece destaque o engajamento da comunidade, que acaba se apropriando dos equipamentos e garantindo a gestão e operação dos sistemas de dessalinização”. Teixeira defende que o PAD deixe de ser um programa e evolua para uma política pública. “Imagine que não tínhamos agentes de saúde no passado não muito distante, e os níveis de mortalidade infantil eram altíssimos. Foi a incorporação de uma política pública de saúde que fez esses índices regredirem”, cita.

Para Teixeira, transformado em política pública, a sociedade teria mais segurança de que o PAD não sofreria descontinuidade ao sabor dos humores dos governantes de plantão. Para o coordenador do PAD esse caminho já começa a ser trilhado. “A formalização, por decreto, do departamento que trata do acesso à água com foco em dessalinização foi o primeiro passo”, acredita. Para uma política precisamos definir a competência (que é definir o responsável pelo assunto); o orçamento (lei orçamentária, que já temos); os planos de execução (que todos os estados já têm); e a institucionalização dessa política nos estados (e cada estado já tem seu núcleo instituído por decreto). Eu diria que a gente está caminhando bem na direção da política pública”, avalia Saraiva.

O encontro também teve por objetivo apresentar o PAD aos novos prefeitos empossados no início deste ano. “A gente entende que, se a comunidade e o município se envolverem na operação dos sistemas, temos 70% de chance de bom funcionamento”, diz Saraiva. “Os outros 30% - que são a manutenção mais pesada e o monitoramento estão a cargo dos Estados, com apoio do Governo Federal”.  Cada sistema custa hoje cerca de R$ 256 mil. “Esse valor, diante dos benefícios em saúde pública e qualidade de vida, é mínimo”, avalia.

O Água Doce é uma ação estruturante para levar água de qualidade às populações mais carentes que residem em áreas isoladas das comunidades rurais dos municípios do sertão. O PAD soma-se às milhares de intervenções que o Governo do Ceará vem desenvolvendo – tanto em áreas rurais como em zonas urbanas -  para mitigar os efeitos da atual estiagem, que já é considerada a mais severa dos últimos 100 anos. Pelo convênio firmado com o Estado do Ceará, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Ceará – SRH/CE o Programa Água Doce tem como meta a implantação, recuperação e gestão de 277 sistemas de dessalinização, o que beneficiará cerca de 100 mil pessoas.

LÍDERES COMUNITÁRIOS – Talvez o componente “Mobilização Social” seja o diferencial do Programa Água Doce. Antes da implantação dos sistemas, equipes da SRH visitam as comunidades, expondo detalhes do projeto e buscando conquistar as pessoas para o PAD. “No começo, todos foram para as reuniões. Era novidade, e todo mundo gosta de novidade. Mas todos ficamos com um pé atrás”, conta a professora e líder comunitária Antônia Amorim Batista, da comunidade de Olho D’água do Gado, em Itatira.

Segundo ela, em maio de 2014 a equipe da SRH chegou à comunidade para verificar o poço. “A gente tinha medo de não acontecer”, confessa. Antônia revela que, antes do PAD, a comunidade bebia água de uma cacimba de água salobra. “A minha filha tem problemas renais. Não posso afirmar que são decorrentes daquela água, mas... ela tem. E outras pessoas da comunidade também apresentam esse tipo de problema de rins”, revela. O Olho D’água tem 42 duas famílias. “Sou pequena assim, por que carreguei muita lata d’água na cabeça”, revela sorrindo. “Hoje, moradores de outras comunidades próximas vêm buscar água com a gente”, orgulha-se a gigante Antônia.

A comunidade de Sítio do Meio, em Pentecoste, encontrou no operador do equipamento do PAD, um apaixonado por tecnologia. “Acho que o sertão precisa de tecnologia para se desenvolver”, defende Francisco das Chagas Neto. Para ele, os equipamentos do Água Doce pouparam muitas léguas de caminhadas em busca de água. “Eu mesmo, que tenho apenas 33 anos caminhei muito na vida para buscar água nem sempre de qualidade”, revela. Hoje, a comunidade se apropriou do programa, garante Neto. “A gestão não é fácil, afinal somos pessoas simples, do campo”, admite.

Para Neto, a troca de experiências entre os gestores comunitários é fundamental para o sucesso do PAD. “É importante a gente ver e saber o que está acontecendo nas outras comunidades. Os problemas podem ser parecidos”, acredita. Segundo ele, as saídas de encontradas por uma comunidade pode ser adotadas por outras, desde que em situações parecidas.

 

O secretário adjunto da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), Ramon Rodrigues, participou, em Brasília, da II Reunião para o Fortalecimento da Gestão dos Recursos Hídricos. O evento, promovido pela Agência Nacional de Águas (ANA), teve como principal objetivo apresentar a atuação da ANA junto aos órgãos gestores dos estados e do Distrito Federal e promover diálogo para firmar um protocolo de intenções entre a União, os estados e o Distrito Federal, visando à gestão compartilhada dos recursos hídricos no país. Também integrou a delegação da SRH no evento, o titular da Coordenadoria de Gestão dos Recursos Hídricos da SRH, Carlos Campelo.

Dentre os temas debatidos, destacam-se “A atuação da União e o futuro da gestão compartilhada dos recursos hídricos no Brasil”; “Balanço da atuação da ANA junto aos órgãos gestores de recursos hídricos e perspectivas”; e “Principais desafios e perspectivas para a gestão compartilhada dos recursos hídricos”.

Na abertura do evento, na noite do dia 28, a atuação da União e o futuro da gestão compartilhada dos recursos hídricos no Brasil foi o tema em pauta. Realizaram a abertura do encontro o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu; o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Marcelo Cruz; o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Jair Tannus; e a subsecretária de Articulação Institucional da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro, Eliane Barbosa.

 

SEGUNDO DIA - Para abrir as discussões do dia 29, o diretor da Área de Gestão da ANA, Paulo Varella, apresentou os principais resultados dos programas da Agência Nacional de Águas implementados junto às unidades da Federação, como o Programa Produtor de Água, o Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (PROGESTÃO), o Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (PROCOMITÊS), o Programa de Estímulo à Divulgação de Dados de Qualidade de Água (QUALIÁGUA) e a instalação de salas de situação e plataformas de coleta de dados nos estados e do DF.

 

O diretor-presidente da ANA falou sobre os principais desafios e perspectivas para a gestão compartilhada dos recursos hídricos no País. Vicente Andreu também abordou pontos para que o setor de recursos hídricos atinja um protagonismo maior na agenda política regional e nacional.

 

Na 2ª Reunião para o Fortalecimento da Gestão dos Recursos Hídricos os representantes dos órgãos gestores de recursos hídricos dos estados e do Distrito Federal também tiveram a oportunidade de expor suas ideias para o desenvolvimento do setor e fazer um intercâmbio de experiências durante o evento. Ao final, aconteceu a assinatura do Protocolo de Intenções entre a ANA e os órgãos gestores para fortalecer a gestão compartilhada dos recursos hídricos no País e estabelecer compromissos coletivos executáveis de acordo com a realidade de cada região.

 

 

O Programa Água Doce (PAD) foi tema de debate na manhã desta quarta-feira, na Universidade de Fortaleza. Coube à supervisora do Núcleo de Águas Subterrâneas da Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará (SRH), Liduina Carvalho Costa, apresentar o PAD a uma plateia atenta, formada principalmente por professores, servidores e estudantes da Unifor. O evento integrou a grade de programação da II Semana da Água da Unifor, que este ano abordou o tema Águas Residuárias.

Com a semana da água, a universidade objetiva proporcionar a inserção e ampliação do conhecimento hídrico na comunidade acadêmica e público em geral, por meio da abordagem da situação hídrica regional e nacional. Os debates também buscaram promover maior proximidade e interação de pesquisadores, universitários e instituições municipais, estaduais e federais que atuam na área de recursos hídricos. 

O ÁGUA DOCE - O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com diversas instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil que visa a estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização de águas salobras e salinas. No Ceará, o PAD é desenvolvido em parceria com a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH).

A partir de 2011, o Programa Água Doce assumiu a meta de aplicar sua metodologia na recuperação, implantação e gestão de 1.200 sistemas de dessalinização até 2018, com investimentos de cerca de R$ 255 milhões beneficiando, aproximadamente, 500 mil pessoas em todo o Semiárido. Para o atingimento desta meta foram firmados 10 convênios com os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte.

Foi com Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) como música de fundo, que servidores da Secretaria dos Recursos Hídricos e das vinculadas - Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra) iniciaram a celebração, na manhã desta quarta-feira (22/03), do Dia Mundial da Água. O evento, que aconteceu no auditório da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), contou com palestra sobre Reúso de Água, sorteio de brindes, e homenagem à recém-falecida antropóloga Rosiane Limaverde, fundadora da Fundação Casa Grande (Nova Olinda). Rosiane era responsável pelos levantamentos antropológicos do Cinturão das Águas do Ceará (CAC).
 
O secretário Francisco Teixeira destacou a importância da data mundial e ressaltou o trabalho dos servidores do Sistema Hídrico e de instituições parceiras como Cagece, Saaes, Sisar e órgãos ambientais. O Ceará tem toda uma história associada à escassez hídrica e uma política de recursos hídricos que ganha cada vez notoriedade da sociedade e fora do Estado também.  Para nós cearenses é sempre bom comemorar essa data para lembrar que temos o arcabouço institucional melhor consolidado e o mais antigo do Brasil. Nossos servidores têm sido de uma abnegação inconteste no momento em que atravessamos uma estiagem das mais extremas". ressaltou. Para ele, esse empenho deverá se estender ainda, "Pois estamos vivenciando o fim da seca meteorológica, mas os cuidados com a economia de água precisam continuar".
 
O presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, lembrou as palavras do frade franciscano Leonardo Boff, para que “a água deve ser cuidada”. “Essa data deverá servir para que nos lembremos disso: cuidar das águas e também das plantas”, disse. Para ele, trata-se de um dia muito importante para vida, para sociedade como um todo, “sobretudo para nós que vivemos no semiárido”.
 
Durante a solenidade,  a plateia não conteve a emoção após a apresentação da pequena Cecília do Acordeon, de apenas nove anos. Além do clássico Asa Branca, executou o Xote Ecológico e a Morte do Vaqueiro – também do repertório de Luiz Gonzaga, e músicas autorais. Cecília é de Aracoiaba, e seu pai é membro do Comitê da Bacia Metropolitana. Coube a ela, com encanto, abrir a solenidade.
 
HOMENAGEM –
Responsável pelo componente arqueológico do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), a antropóloga Rosiane Limaverde, falecida na última segunda-feira, foi homenageada com um minuto de silêncio proposto por Luiz Carlos Rocha Mota, titular da Célula de Controle Sócio-Ambiental da SRH. Ele destacou que mesmo nos cinco anos em que lutou contra um câncer, Rosiane manteve-se firme á frente do trabalho no CAC.
DIA DA ÁGUA
- Celebrado no dia 22 de março, o Dia Mundial da Água foi instituído em 1993 pela Organização das Nações Unidas (ONU) durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – ECO-92. Desde então, as celebrações ao redor do mundo acontecem a partir de um tema anual, definido pela própria ONU com objetivo de abordar os problemas relacionados aos recursos hídricos.
 
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