Açude Orós sangra pelo 2º ano seguido e reforça segurança hídrica no Ceará

20 de abril de 2026 - 14:02

Na última quarta-feira (15), o 2º maior reservatório do Ceará, Açude Orós, voltou a sangrar, ultrapassando sua capacidade máxima de 1,94 bilhão de m³. Em 2025, as águas do reservatório verteram em 27 de abril, após 14 anos de espera e, neste ano, o fato se repete, assegurando o abastecimento da região e reforçando a vazão do rio Jaguaribe até o Açude Castanhão.

Com 26,3% do volume total, o Castanhão está enviando 6 mil litros por segundo à Fortaleza via Eixão das Águas desde fevereiro de 2026, em definição dos Comitês de Bacia da região do Jaguaribe, Banabuiú e Salgado. O gigante Orós é o responsável por esse complemento e, com a sangria, garante maior segurança hídrica para quase 4 milhões de habitantes da Região Metropolitana.

O Orós também possui papel estratégico no abastecimento de três importantes hidrossistemas: Orós–Feiticeiro, Orós–Lima Campos e Orós–Jaguaribe, essenciais para o fornecimento de água para consumo humano, irrigação e atividades econômicas em diferentes municípios cearenses.

A sangria do Orós deve continuar pelos próximos dias, incrementada pelas águas do vertimento o Açude Muquém, em Cariús, que contribuem diretamente para seu volume.

26 açudes sangram no Ceará

Atualmente, 26 açudes monitorados pelo Governo do Estado estão sangrando nas seguintes regiões hidrográficas:

Alto Jaguaribe – 7
Salgado – 5
Acaraú – 4
Coreaú – 3
Sertões de Crateús – 3
Litoral – 2
Metropolitana – 1
No total, o Ceará está com 8,66 bilhões de m³, equivalente a 47,18% de suas reservas.

Porém, outros 31 açudes estão abaixo dos 30%, com alerta maior para a bacia dos Sertões de Crateús (19,6%), Médio Jaguaribe (26,7%) e do Banabuiú (28,5%).